O bilionário cofundador do Google Sergey Brin revelou que é um investidor de Ethereum. O empresário teve uma participação no último domingo (8), durante os últimos minutos da Blockchain Summit, no Marrocos. Brin disse que investe com seu filho de dez anos, e que considera o conceito de zero-knowledge “realmente incompreensível”.

O investidor considera que o Ethereum tem sido protagonista do recente “boom na computação, tornando viável um “renascimento tecnológico”, segundo reportagem da CCN.

Há vários fatores em jogo nesse “boom” da computação. Primeiro, claro, é o constante avanço da Lei de Moore. O segundo fator é o aumento da demanda, por algoritmos de prova de trabalho (PoW) compatíveis com GPU encontrados em algumas das principais criptomoedas, como o Ethereum.

Brin também é interessado em criptomoedas que usam o zero-knowledge, como o Ethereum e o ZCash, que permite que transações sejam registradas na rede pública de blockchain, mas preservando as informações e endereços das trocas em segredo.

O evento também teve participação de Neha Narula, diretor da Digital Currency Initiative, sediada no Laboratório de Mídia do MIT. A co-fundadora e CEO da Lightning Labs, Elizabeth Stark, também esteve presente, e falou sobre a Lightning Network e segurança de exchanges centralizadas.

Mesmo com o entusiasmo de Sergey Brin, que atualmente é presidente da Alphabet Inc., a Google anunciou o banimento de publicidade relacionada a criptomoedas em suas plataformas em março deste ano, mas até o momento não aplicou a restrição.

As restrições publicitárias, porém, não impedem o interesse de gigantes da tecnologia em usar criptoativos e o blockchain. O Facebook, por exemplo, abriu sua divisão de desenvolvimento de blockchain e revisou sua decisão de eliminar propagandas sobre o assunto na rede social.

Outras gigantes como a Amazon, IBM, e Microsoft desenvolveram e patentearam soluções para armazenamento e segurança de dados baseados em blockchain, como a Microsoft Azure.